Criança de cinco anos é encontrada morta em quarto de pensão no Pinheirinho; pai é suspeito

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Uma cena chocante revoltou moradores do bairro Pinheirinho, em Curitiba, durante a tarde desta segunda-feira (19). Um garotinho, identificado como Diogo, de apenas cinco anos, foi encontrado morto no quarto de uma pensão, que fica na Rua Miguel Couto dos Santos. Um vizinho do local abriu a janela e localizou o corpo em cima da cama, por volta das 15h.
De acordo com uma testemunha, a criança era filha de pais separados e, no começo da tarde, apareceu na região reclamando que o homem havia buscado o menino para passar o final de semana, mas não o entregou de volta no dia combinado. “A ex-mulher chegou perguntando sobre o homem e a criança, e a gente não sabia, porque não viu eles no final de semana. Nisso, meu cunhado abriu o quarto e encontrou a criança morta”, relatou o homem.
Ainda segundo moradores da região, o pai do menino, identificado como Ildemar de Araújo Machado, de 38 anos, tinha se mudado há pouco tempo para o bairro. As informações que as brigas entre o casal eram constantes e aconteciam em praticamente todas as oportunidades que eles se cruzavam. “Apesar das discussões, o pai era um homem exemplar, evangélico, todo domingo na igreja. Ele também era um ótimo pai. Deste menino, a gente não esperava isso, não”, lamentou o proprietário da pensão.
“O pai, no sábado, pegou a criança com a mãe. Já no domingo, ninguém mais viu os dois. O principal suspeito é ele. Tem, inclusive, imagens dele com o menino dentro do quarto. Hoje de manhã, o homem já não apareceu no serviço. Então, tudo indica que ele tenha sido autor do homicídio”, afirmou o delegado Cássio Conceição.
No local, a perícia constatou que a criança foi morta há pelo menos dois dias. Havia espuma na boca. “Aparentemente, ou foi asfixia mecânica, ou o menino foi morto com um travesseiro”, relatou o delegado. No entanto, a causa exata da morte será confirmada com exames no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba. Após o assassinato do menino, Ildemar sumiu do local e, até o momento, permanece desaparecido. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) é responsável pela investigação.

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