Polícia nega hipótese de envolvimento de policiais em triplo homicídio de Colombo
- 13:10:00
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Do Portal Banda B
A Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, investiga o triplo homicídio que aconteceu na cidade na madrugada deste domingo (24). Daniel Trindade Santana, 35 anos, João Vitor de Oliveira Félix, 16, e Jair Gonçalves Ribeiro, 36 anos, não se conheciam e, segundo a família, estavam no mesmo local por coincidência. Para eles, há indícios de que o crime tenha sido represália por parte da Polícia Militar (PM), após a morte de outro policial militar, no mesmo município. A Polícia Civil, que comanda as investigações, nega veementemente e considera que as mortes tenham sido um acerto de contas entre traficantes.
A desconfiança das famílias, reunidas na manhã de ontem no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba para aguardar a liberação dos corpos, aconteceu após detalhes revelados pela dona do bar. Segundo ela, os atiradores estavam de preto, com um veículo preto e após os disparos teriam atirado para cima e dito ‘vagabundo tem que morrer’. O crime foi na José Maria da Silva Paranhos e a dona do bar fechava o bar antecipadamente por notar a presença de veículo rondando o local.
Já a Polícia Civil afirma que o crime pode estar ligado a um acerto de contas. O delegado Osmar Feijó afirma que há uma linha de investigação porque todas vítimas tinha passagem pela polícia. “Estamos checando o histórico das vítimas para que a gente tente chegar até os autores. As vítimas tinham passagem por tráfico ou pequenos delitos. Não existe qualquer comprovação de que isso tenha envolvimento de policiais. Uma das vitimas já foi presa por tráfico de drogas, acreditamos que seja acerto de conta entre esses traficantes”, descreveu o delegado à Banda B.
O irmão de Santana, Ezequiel, garantiu que ele não conhecia as outras vítimas e acredita que ele foi morto por estar no local errado, na hora errada. “A dona do bar disse pra gente que estava achando estranho e, por isso, resolveu fechar. Nesse momento, meu irmão chegava lá para comprar um cigarro solto. Ele foi atingido por um certeiro, morreu na hora, coitado, não devia nada para ninguém”, descreveu. “Iam matar quem estivesse ali, a dona do bar disse que ouviu os atiradores falarem ‘vagabundo tem que morrer’”, disse outra parente de uma das vítimas, que preferiu não se identificar.
Os dois homens que foram baleados estão internados em hospitais de Curitiba e o quadro de saúde é estável. Eles são peças-chave para a investigação, que será comandada pela Delegacia do Alto Maracanã.

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