Mãe luta para dar vida melhor para filha com hidrocefalia; saiba como ajudar
- 02:30:00
- By Unknown
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Muitos diziam que a pequena Ingrid Vitória Pedroso, de sete anos, não conseguiria comer sozinha, enxergar ou falar. Mas a menina, que tem hidrocefalia e má formação na coluna vertebral, surpreendeu até os médicos: ela sobreviveu à doença e, apesar das dificuldades, busca ter uma vida como a de qualquer outra criança.
A hidrocefalia é caracterizada pelo acúmulo excessivo de um líquido chamado cefalorraquidiano dentro do crânio, que leva ao inchaço cerebral. Para ajudar Ingrid a enfrentar a doença, a mãe, Janete Pedroso, deixou o trabalho de lado para ficar com a criança.
“Ela vive em uma cadeira de rodas e usa fraldas, porque perdeu os movimentos da cintura para baixo. Apesar disso, a minha filha come sozinha, enxerga bem e até fala algumas coisas. Nós moramos em uma casa com duas peças e um banheiro, e a Ingrid nem tem espaço para andar, é complicado. Preciso cuidar dela 24 horas por dia”, comentou ela em entrevista ao radialista Geovane Barreiro durante o Jornal da Banda B desta sexta-feira (11).
A família, humilde, vive em uma pequena residência no Jardim Guarani, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. O marido de Janete é autônomo, trabalha como pedreiro, e leva o sustento para casa. Além da pequena, os dois têm mais um filho.
“A Ingrid ganha um benefício do governo, que acaba vai para todos os medicamentos que ela precisa tomar. Por isso, infelizmente, eu não tenho condições de dar o melhor para a minha filha. Só me resta, então, pedir ajuda e ter fé de que dias bons virão. Eu aprendi muito com a Ingrid, ela me ensinou que nós, adultos, é que complicamos as coisas, porque, mesmo com tudo o que enfrenta, a minha pequena tem sempre um sorriso no rosto. Isso me dá forças para lutar”, completou a mãe, emocionada.
Como ajudar
Além das fraldas que Ingrid usa, ela necessita, ainda, de um óculos novo e que tem um custo elevado, devido às adaptações que precisam ser feitas. “Eu comprei um mais barato para ela, que acabou quebrando. A minha filha tem que ter um óculos com hastes diferentes, de borracha, por causa da válvula que ela tem atrás da cabeça”, contou Janete.
De acordo com a mãe, a hidrocefalia foi descoberta no oitavo mês de gestação e a má formação na coluna apenas quando Ingrid nasceu. Ainda bebê, ela ficou internada por 41 dias no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. “Eu levei três meses e meio para poder dar um banho normal nela. De lá para cá, vivemos correndo em consultas e hospitais, ela já fez várias cirurgias e tem mais marcadas. A Ingrid chegou a perder o movimento dos braços em 2013 por causa de uma meningite, mas, graças a Deus, hoje ela está bem. Ela sempre diz que o Senhor vai curá-la”, concluiu.
Quem quiser ajudar a família com fraldas, o óculos especial, ou qualquer outra doação pode entrar em contato pelo telefone (41) 9831-2663 ou pela página no Facebook Ajude Ingrid Vitória.
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